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Política
Em 22 de Setembro de 2026 às 19:26
Inclusão e combate ao capacitismo são temas de palestra no TCE-PE
Por Alberes Xavier - Edição de Vitória Virginia

O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) promoveu, nesta segunda-feira (21), a palestra “Capacitismo e Inclusão de Pessoas com Deficiência”, como parte das ações pelo Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

O encontro foi uma iniciativa das ações de Sustentabilidade do PLS em parceria com a Comissão de Acessibilidade e Políticas de Inclusão - CAPI e discutiu questões como acessibilidade, inclusão, preconceito e os desafios para garantir a participação plena de pessoas com deficiência no ambiente institucional.

Na abertura, o presidente Carlos Neves destacou que a inclusão precisa fazer parte das práticas da instituição e ir além das adaptações físicas, envolvendo também atitudes e formas de convivência.

“Eu só acredito no mundo em que todas as pessoas são iguais, todas as pessoas, independentemente de crença, raça, orientação sexual, deficiências adquiridas ou originárias, o que seja. Todas as pessoas são iguais, somos seres humanos e, por isso mesmo, a gente precisa de proteção. Pois a mudança não é uma estrutura de pedra e cal, a mudança é na atitude, na forma de ver as coisas, de ser cada vez mais um tribunal inclusivo, que permite que cada pessoa que está aqui seja do jeito que ela é”, disse ele.

A palestra foi conduzida por Amanda Brito, cofundadora da Inclusi, negócio de impacto voltado à inclusão produtiva de pessoas com deficiência, que já atendeu mais de 40 organizações no Brasil.

Durante a apresentação, Amanda destacou a relação entre inclusão e desenvolvimento econômico e institucional.

“Não dá para a gente falar sobre desenvolvimento e desenvolvimento econômico sem inclusão de pessoas com deficiência e previsão orçamentária”, afirmou.

A palestrante também compartilhou parte de sua trajetória pessoal. Nascida com uma doença rara e com expectativa de vida inicial de apenas dois meses, ela utilizou a própria experiência para chamar atenção para os limites de reduzir uma pessoa ao seu diagnóstico.

“Diagnóstico não é destino, e as pessoas com deficiência, infelizmente, ainda são reduzidas apenas ao seu diagnóstico.”

Um dos pontos discutidos foi o “capacitismo por baixa expectativa”, quando se presume, sem consultar a pessoa, que alguém com deficiência terá desempenho inferior ao de seus pares. Segundo Amanda, o enfrentamento desse tipo de preconceito também passa por medidas de gestão, como a revisão de critérios de desempenho, a oferta de recursos e formatos acessíveis e o acompanhamento de dados sobre ingresso, permanência e progressão de pessoas com deficiência na carreira.

O encontro também contou com a participação de Camila Basílio, designer, artista plástica e escritora, que apresentou seus livros e mandalas durante a programação, contribuindo com uma abordagem artística para a discussão sobre inclusão.

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