Assim como na vida, há momentos na política em que a grandeza não está em avançar, mas em saber quando dar um passo atrás. Ex-prefeito de Petrolina e ex-candidato do União Brasil ao Governo de Pernambuco, Miguel Coelho parece ter entendido essa máxima ao recuar da disputa pelo Senado Federal para preservar a unidade do grupo situacionista e abrir caminho para o projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). Uma movimentação, vale salientar, que não se deu por eventual falta de musculatura eleitoral, até porque pesquisas de intenção de voto atestavam a competitividade e indicavam que Miguel tinha densidade suficiente para entrar na disputa majoritária com chances reais de êxito.
Miguel conta com recall da eleição de 2022, quando se apresentou como uma liderança política que não se restringia apenas ao Sertão. Consolidou-se para além das fronteiras da região e até hoje carrega consigo uma aprovação popular recorde enquanto prefeito de Petrolina. Fez da Capital do São Francisco uma vitrine administrativa. Poderia, portanto, naturalmente, ter esse desempenho convertido em votos em uma eleição majoritária. E é justamente por isso que seu recuo ganha dimensão maior: quem tinha razões objetivas para disputar decidiu não fazê-lo.
Ao abrir espaço para Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadelha (PSD), Miguel colocou o projeto coletivo acima do individual, um movimento que, nos bastidores, foi lido não como fragilidade, mas como demonstração de altivez. Na política, onde muitas vezes prevalece a lógica do "bloco do eu sozinho", abrir mão de uma candidatura competitiva para acomodar aliados é uma atitude que exige desprendimento e, também, visão de longo prazo.
Miguel tinha votos, recall e uma história recente de aprovação popular; tinha, portanto, argumentos para permanecer na corrida. Preferiu, entretanto, transformar sua força eleitoral em instrumento de convergência. Há, nesse gesto, uma lição que vai além da própria composição da chapa. Em eleições majoritárias, um movimento individual pode produzir consequências coletivas.
É como numa travessia: às vezes, para que o barco chegue inteiro ao outro lado, alguém precisa escolher não ocupar o lugar que poderia. No tabuleiro de 2026, agora candidato à Câmara dos Deputados, Miguel parece ter escolhido exatamente esse papel, o de quem abre mão do protagonismo imediato para ajudar a construir uma frente maior.
A deputada de Raquel - É notória a proximidade da governadora Raquel Lyra com a candidata a deputada estadual Andréa Medeiros. Em Jaboatão dos Guararapes, terra do prefeito Mano Medeiros e de Andréa, Raquel se sente em casa. É recebida com festa pela população. A governadora e os aliados compartilham mais do que um partido, o PSD; eles acreditam na política feita com presença, escuta e compromisso. E é dessa maneira que querem trabalhar juntos para mudar ainda mais a realidade de Jaboatão e de Pernambuco, com a reeleição de Raquel e a chegada de Andréa à Assembleia Legislativa.
No Agreste - Candidato a governador do estado, João Campos dedicará o seu sábado a uma festiva agenda em cidades do Agreste. Pela manhã ele estará em Vertentes, onde cumprirá agenda ao lado do líder político Zito Barros e aliados. Já na parte da tarde João irá a Toritama, onde participará da inauguração do comitê de campanha da candidata a deputada estadual Helloysa Ferreira, do PSB.
Festa da direita - Também neste sábado, a cidade de Santa Cruz do Capibaribe será palco de mais um grande evento do grupo de direita no município. Eleitores e simpatizantes do candidato à presidência Flávio Bolsonaro prometem um grande evento, que contará com a participação de nomes da direita estadual, como Abimael Santos, Coronel Meira e Aguinaldo Xavier. Santa Cruz do Capibaribe é a única cidade de Pernambuco onde Jair Bolsonaro venceu os quatro turnos que disputou em eleições para presidente.
Perseguição - Durante participação no programa Cidade em Foco, o ex-deputado Oséas Moraes afirmou que o palácio persegue o seu filho, o deputado estadual Diogo Moraes. “Ela o persegue pelo fato de ele fazer oposição e falar a verdade. Acho que política não se faz desse jeito, se faz com gestos do bem e não com perseguição e mentiras”, disse ele.
Os senadores - Quem também participou do Cidade em Foco foi o deputado estadual Abimael Santos. Dentre os temas abordados na entrevista, ele falou sobre a eleição para o Senado e os seus preferidos nesta disputa. Abimael revelou que votará em Mendonça Filho. Já o seu segundo senador ainda não foi definido, podendo ser Eduardo da Fonte, por, segundo ele, “um grande trabalho feito em todo o estado”.
Bolsonaro em Pernambuco - Abimael confirmou também que o presidenciável Flávio Bolsonaro deverá visitar Pernambuco no próximo dia 16. “Está confirmado sim, mas quero deixar essa agenda nas mãos de Mendonça, para que ele alinhe tudo. Quero dar o meu apoio, claro, mas sem surfar na onda de ninguém”, falou.
Ponto central - Durante agenda no Recife, João Campos, candidato a governador de Pernambuco, falou sobre a crise no STF, dando a opinião de que as investigações possam caminhar nos critérios da lei, mas que não pode ser o principal tema eleitoral: “Isso virar o ponto central da eleição tira de foco os problemas do Brasil que tem que ser discutidos e enfrentados”, afirmou.