O Ministério Público de São Paulo afirma que o ataque hacker à C&M Software, que desviou R$ 813,79 milhões via Pix, abalou a segurança financeira do país e deve gerar indenização coletiva. Criminosos invadiram sistemas ligados ao Banco Central e movimentaram contas de oito instituições. A PF já prendeu 23 suspeitos; seis seguem foragidos.
A fraude, feita na madrugada do dia 30, envolveu mais de 400 transações de até R$ 10 milhões. Segundo o MP, o articulador seria Ítalo “Breu”, que buscou o corretor de criptoativos Zanquetim para driblar devoluções do Pix e lavar o dinheiro. Conversas revelam plano detalhado, contas de fachada, criptomoedas e uso de sistemas “espelhados” para enganar o BC.
US$ 37,7 milhões chegaram a carteiras de Zanquetim e sua noiva. Outro valor milionário foi parar com um ex-sócio identificado via quebras de sigilo. O MP compara o dano à gravidade de ataques à democracia, enquanto a Justiça classifica o caso como o maior ataque cibernético já registrado no Brasil, apontou a Folha.