Silêncio após decisão sobre Chiquinho Brazão chama atenção
Por Maria Carla Mazullo
Quase uma semana após o ministro Alexandre de Moraes determinar a prisão domiciliar do deputado Chiquinho Brazão (RJ) — apontado pela Polícia Federal como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco —, o caso não gerou manifestações públicas mais enfáticas por parte de figuras da esquerda, nem mesmo de ativistas que durante anos ecoaram o questionamento “quem mandou matar Marielle?”.
O silêncio também se estende à ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã da vereadora.
Ministério
A chegada de Anielle ao ministério foi vista, por muitos, como um gesto político simbólico do governo Lula, que reconheceu na família de Marielle um símbolo de luta por justiça e igualdade.
Desconfiança
Durante muito tempo, setores do campo progressista levantaram suspeitas sobre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, Chiquinho Brazão, então vereador à época do crime, possui um histórico de alinhamento com diferentes espectros políticos — incluindo relações passadas com o próprio PT.
Critérios diferentes
A decisão de conceder prisão domiciliar ao parlamentar teve como base um laudo médico que apontou problemas de saúde. Ainda assim, a medida reacende o debate sobre a equidade no tratamento jurídico, especialmente em casos de forte comoção pública.