Teresa Leitão registra início de campanha de combate à violência contra a mulher e frisa importância de combater o machismo na política

Na reunião plenária da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realizada nesta quinta-feira (26), a deputada Teresa Leitão (PT) usou, não apenas o espaço de fala no plenário, mas também o seu lugar de fala enquanto mulher na política. Registrando o início da campanha de ativismo contra a violência praticada à mulher, que se estenderá pelos próximos 16 dias a contar da última quarta-feira (25), Teresa frisou a importância de se combater as várias modalidades da violência, destacando o mal que o machismo tem causado na política. 


“Nós temos registradas como práticas de violência, a violência sexual, que estupra, que mata, que gera feminicídio, a violência física, que gera feminicídio também, a violência psicológica que atordoa o equilíbrio emocional das mulheres, a violência patrimonial, onde os bens da mulher ficam retidos por seu companheiro, a violência psicológica, que humilha, que assedia as mulheres e a violência política que está sendo agora analisada profundamente na câmara federal. Talvez tenhamos, inclusive, um projeto de lei, nessa direção”, disse. 


“Nessas eleições, não é só Marília Arraes (PT) que está sendo atacada. Nós estamos vendo várias mulheres, como Manuela D'Ávila (PCdoB), em Porto Alegre, como Luizianne Lins (PT) foi em Fortaleza, independente de partido político, são mulheres na política sendo atacadas por seus opositores. É machismo sim! É machismo! ”, protestou. “Esse espaço não foi dado, foi conquistado a duras penas”, acrescentou. 


Citando a presença das deputadas Priscila Krause (DEM) e Jô Cavalcanti (PSOL), Teresa afirmou lembrar-se de Adalgisa Cavalcanti, quando se vê sozinha, na ausência de outras colegas mulheres. 


“Ou a gente barra essa violência política contra as mulheres ou nós vamos voltar para a idade média e daqui a pouco estaremos sendo chamadas de bruxas, e daqui a pouco vai ter gente querendo nos queimar, mas nós não vamos permitir. Lugar de mulher é na política. Lugar de mulher é onde ela quiser e nós queremos disputar esse lugar com os senhores”, disse.


A deputada também chamou os homens para lutarem contra o machismo. “Homens de boa vontade, digam não também ao machismo, ele nos ofende diretamente e primeiramente, mas ele ofende também a cada um dos homens que acredita na democracia. Nós não vamos nos calar e queremos que vocês, homens de boa vontade, também nos acompanhem. Basta de violência contra a mulher", finalizou.