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Damares colhe assinaturas para CPMI de Roberta Luchsinger e Lulinha
Carlos Moura
Política

Damares colhe assinaturas para CPMI de Roberta Luchsinger e Lulinha

Por Paula Soares

A lobista e o filho do presidente Lula são investigados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a deputada Coronel Fernanda (PL-MT) reúnem assinaturas para um requerimento de instauração de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Além de possíveis práticas de tráfico de influência, a CPMI também visa apurar a existência de casos de corrupção, favorecimento indevido, conflitos de interesses e utilização da estrutura da Administração Pública Federal em benefícios de interesses privados.

Luchsinger e Lulinha — como é conhecido o filho do presidente Lula — são investigados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) que apuram se ambos cometeram tráfico de influência, corrupção e lavagem de dinheiro em órgãos do governo federal para beneficiar o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".

Eles são investigados no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ocorridos entre 2019 e 2024.

As investigações apontam que Luchsinger recebeu repasses do Careca do INSS. Em entrevista à CNN no sábado (17), a lobista afirmou sem apresentar provas que o presidente Lula mentiu e que o filho dele sentou-se inúmeras vezes com ministros que integram seu governo.

Amiga próxima de Lulinha, com quem costumava fazer viagens, Roberta disse que o apresentou ao Careca do INSS. “Ele era um empresário de sucesso. Apresentei-o ao Fábio em caráter social, nada para negócios. Se, após aquilo, se desvencilhou em algum negócio, foi entre eles, não comigo”, relatou.

Ao afirmar que interferia informalmente na agenda do Planalto, Luchsinger atacou o presidente. “Era um jeito até meio bagunçado e amador de agir. Um presidente da República que não sabe o que se passa na sua antessala, ou é um mentiroso, ou está senil e esclerosado", disse.

Roberta revelou ainda o desejo de colaborar com as investigações por meio de uma delação premiada e garantiu que não irá poupar ninguém, nem o filho de Lula.

"Não serei eu o boi de piranha que tanto querem. Então, assim: o que eu fiz, se for crime, vou responder ao devido processo legal. Na minha cabeça não existe crime, mas já fui investigada e condenada pelo presidente. Ele é um covarde, um canalha, com uma mulher que tem duas filhas", comentou.

Para criar uma CPMI, que reúne deputados federais e senadores, o requerimento precisa do apoio de um terço dos membros de cada uma das Casas do Congresso Nacional: mínimo de 171 assinaturas na Câmara dos Deputados e de 27, no Senado federal.