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Estudante universitária morre em Nova York após ser drogada e estuprada
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EUA

Estudante universitária morre em Nova York após ser drogada e estuprada

Por Vitória Virgínia

Uma estudante do Fashion Institute of Technology (FIT), em Nova York, que morreu em março após ser drogada e esturpsda em seu dormitório, informaram promotores federais nesta quinta-feira, 15. Um homem é suspeito de drogá-la para deixá-la inconsciente e cometer o crime. A amiga da estudante também ingeriu a droga e quase morreu. As alegações de estupro constituem o cerne de uma nova acusação formal divulgada nesta quinta.

Moises Freire, de 19 anos, do Bronx, já havia sido acusado de participar de uma conspiração para distribuição da droga e de distribui-la com a intenção de cometer estupro. Brian Peralta Cabrera, de 18 anos, do Queens, também foi acusado de participar da conspiração relacionada às drogas.

Segundo os promotores, Freire, que não era aluno do FIT, levou a droga para o dormitório das estudantes em 18 de março. A pedido dele, as mulheres consumiram a droga e perderam a consciência quase imediatamente, afirmaram os promotores. A mulher que Freire é acusado de ter estuprado entrou em coma e morreu em 21 de março.

Freire e Peralta Cabrera foram presos pela primeira vez em março e se declararam inocentes de um conjunto inicial de acusações que não incluía a alegação de estupro. Eles permanecem sob custódia federal e ainda não foram indiciados com base na nova acusação.

Um terceiro réu, Harry Rosales Pino, se declarou culpado em setembro da acusação de conspiração para distribuir narcóticos, resultando em morte e lesões corporais graves. Sua sentença está marcada para dezembro.

Procurados, os advogados de Freire e Peralta Cabrera não retornaram. Se condenados, eles enfrentam uma pena mínima obrigatória de 20 anos de prisão e uma possível pena de prisão perpétua. Nenhuma das mulheres foi identificada nos autos do processo.

O Fashion Institute of Technology, que faz parte da Universidade Estadual de Nova York, também não foi identificado, mas um advogado de defesa mencionou a instituição durante uma audiência anterior. As autoridades da instituição não se pronunciaram até o momento.

Em uma audiência judicial em abril, o advogado de Freire, Mitchell Schwartz, classificou a morte da mulher como uma tragédia, mas afirmou que Freire não estava tentando fornecer drogas aos alunos.

Na verdade, disse ele ao juiz Sidney Stein, o que antecedeu as overdoses - incluindo a sugestão da mulher de que Freire usasse uma peruca e "parecesse uma garota" para que pudesse entrar sorrateiramente no quarto dela no dormitório depois que ela o convidou para ir até lá - foi "uma história de adolescentes fazendo o que eu chamaria de coisas idiotas de adolescentes". O juiz respondeu que dar droga a alguém "não é uma bobagem de adolescente".

Na mesma audiência, a promotora federal adjunta Ariana Bloom detalhou as alegações de estupro que constituem o cerne da nova acusação formal divulgada nesta quinta-feira. Bloom disse ao juiz que Freire admitiu, em uma declaração por escrito à segurança do campus, que teve relações sexuais com a mulher e percebeu depois que ela estava inconsciente.

Freire disse que, em seguida, olhou para a esquerda e viu a amiga dela inconsciente no chão "com os olhos revirados", segundo Bloom. Freire não procurou ajuda imediatamente, em vez disso, esperou cerca de 45 minutos enquanto enviava fotos das mulheres inconscientes para outras pessoas, afirmaram os promotores. Quando ele finalmente procurou a segurança do campus, alegou que as mulheres simplesmente haviam bebido demais, segundo os promotores.

Christopher Roberts, chefe da Divisão da Força-Tarefa de Nova York da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), afirmou que as alegações eram "mais do que perturbadoras e incluem um engano cruel e uma agressão inimaginável".

"A faculdade deveria ser um lugar onde os jovens possam aprender, crescer e perseguir seus sonhos, não um lugar onde predadores explorem sua vulnerabilidade", disse Roberts. "Todo estudante merece se sentir seguro, seja caminhando pelo campus, sentado em uma sala de aula ou dentro do próprio quarto no dormitório." Com informações do Estadão e Correio Braziliense.