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PF mira esquema em postos de combustíveis que movimentou R$ 7,6 bilhões
Divulgação
Lavagem de dinheiro

PF mira esquema em postos de combustíveis que movimentou R$ 7,6 bilhões

Por Vitória Virgínia

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (15/10) a oitava fase da Operação Unha e Carne. O foco central da ofensiva consiste em desarticular uma organização criminosa armada investigada por utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro.

As apurações policiais apontam que o grupo conta com a participação de agentes públicos e dispõe de articulação político-institucional. Dados do Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), remetidos à Polícia Federal, demonstram que o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

Mandados e municípios alvos

Durante as diligências deflagradas, policiais federais cumprem seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão autorizados judicialmente. A Corregedoria da Polícia Civil esteve presente para acompanhar a execução das ordens em relação aos policiais civis investigados.

O cumprimento dos mandados judiciais ocorre em sete cidades fluminenses:

Rio de Janeiro;

Niterói;

Angra dos Reis;

Petrópolis;

Armação dos Búzios;

Nova Iguaçu;

São Gonçalo.

Empresas suspensas e bens sequestrados

Por determinação da Justiça, houve o sequestro de bens e valores, somado à suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro. Desse total corporativo, 96 são postos de combustíveis utilizados para camuflar e legalizar recursos de procedência criminosa.

Na medida de suas responsabilidades apuradas, os investigados responderão por:

Outros crimes poderão surgir formalmente no decorrer das investigações em andamento.

Atuação na Missão Redentor II

A ação executada se insere no contexto da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal para desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro. O trabalho segue as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635.

A operação representou a pauta principal da reunião realizada no dia 6/10 entre a direção-geral da Polícia Federal e o ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal. Correio Braziliense.