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Esquema desviou R$ 15,6 milhões da Saúde de Sergipe desde a pandemia
Por Vitória Virginia
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) saíram às ruas de cinco estados para buscar provas de crimes que causaram um prejuízo estimado em R$ 15,6 milhões na saúde pública do município de Nossa Senhora do Socorro, no interior de Sergipe, desde o ano da pandemia de covid-19, em 2020. A Operação Dirus, deflagrada nesta quarta-feira (14), investiga suspeitas de direcionamento de chamamentos públicos e desvio de recursos públicos da saúde do município da Região Metropolitana de Aracaju.
São 32 mandados de busca e apreensão cumpridos nos em Sergipe, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Paraíba. Os alvos são sedes de organizações sociais e de empresas envolvidas e nas residências dos investigados, na capital e nos municípios sergipanos Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Canindé de São Francisco, na capital do Rio de Janeiro, em Barretos (SP), Colina (SP), na capital cearense Fortaleza, em Aquiraz (CE), Eusébio (CE), e em Campina Grande (PB), Serra Branca (PB) e Pedra Lavrada (PB).
A PF informou que as as possíveis irregularidades envolvem a contratação de duas organizações sociais para a gestão de unidades de saúde do município de Nossa Senhora do Socorro, inclusive um hospital de campanha montado durante a crise humanitária mundial da pandemia de covid-19, em 2020, além de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), entre 2020 e 2026, entre as gestões do ex-prefeito Padre Inaldo (PT) e o atual prefeito Samuel Carvalho (Cidadania).
“Há indícios de superfaturamento e de subcontratação de serviços por meio de empresas vinculadas a pessoas ligadas aos próprios gestores das organizações. O prejuízo estimado é de R$ 15,6 milhões. A operação também prevê o bloqueio e o sequestro de bens e valores até esse limite”, detalhou a PF.
As suspeitas de superfaturamentos e malversação de dinheiro público foram identificadas por uma auditoria da CGU. E resultaram na operação que integrou a Polícia Federal, a CGU e o Ministério Público Federal (MPF).
A PF divulgou imagens da apreensão de dinheiro em espécie e veículos de alto padrão. E disse que os investigados podem responder por crimes de organização criminosa, fraude em licitação, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Com informações do Diário do Poder.