Governo Lula acusa revista de publicar reportagem eleitoral com acusações sem provas;
Por Vitória Virgínia
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a revista Veja pela publicação de uma reportagem sobre supostos pagamentos e articulações envolvendo Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master, e integrantes do governo federal.
Em nota à imprensa, divulgada às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, o governo classificou a publicação como uma “peça eleitoral irresponsável”, acusou a revista de divulgar alegações sem provas e anunciou a adoção de medidas judiciais.
“É estarrecedor que, a duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais, a revista VEJA estampe em sua capa acusações gravíssimas sem apresentar uma única prova”, afirma o comunicado. O texto sustenta que a reportagem se baseia em um suposto depoimento de Vorcaro que, segundo o governo, não consta dos registros da Polícia Federal nem foi aceito como colaboração pelas autoridades responsáveis pela investigação.
A nota também acusa a revista de tentar influenciar a disputa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Para o governo, a divulgação das informações teria o objetivo de prejudicar a candidatura à reeleição do presidente e favorecer seu adversário.
Governo questiona relatos
O comunicado afirma que as instituições de controle atuaram durante a atual gestão para investigar irregularidades no Banco Master, determinar sua liquidação e levar Vorcaro à prisão. A partir disso, o governo questiona a motivação das acusações feitas pelo banqueiro.
“Agora, surgem acusações contra as autoridades que enfrentaram suas irregularidades. Trata-se de uma tentativa de vingança que levanta uma pergunta inevitável: que benefícios Vorcaro espera obter de uma eventual mudança de governo?”, diz a nota.
O governo também afirma que Vorcaro teria tratado pagamentos associados a integrantes do bolsonarismo como patrocínios regulares, enquanto atribuiu práticas criminosas ao PT e ao Executivo federal sem apresentar provas.
“A narrativa tenta proteger Flávio Bolsonaro, citado em investigações sobre ligações e pedidos milionários ao banqueiro. Uma farsa com objetivos eleitorais”, afirma o comunicado. A nota, porém, não detalha quais investigações fundamentariam essa acusação contra o candidato.
Medidas judiciais
Outro ponto contestado pelo governo é a utilização de informações atribuídas a uma possível colaboração de Vorcaro com as autoridades. Segundo a nota, a própria Veja reconhece que a Procuradoria-Geral da República (PGR) não deu prosseguimento às acusações por falta de provas.
O governo sustenta que não existe registro de uma delação com esse conteúdo aceita pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. A ausência de um acordo formalizado, contudo, não equivale necessariamente à inexistência de relatos ou propostas apresentados durante negociações de colaboração.
Ao final, o comunicado anuncia que serão tomadas providências judiciais contra as acusações publicadas e eventuais irregularidades na divulgação das informações.
“Não aceitaremos que acusações sem provas e vazamentos seletivos sejam usados como arma eleitoral. As medidas judiciais cabíveis serão tomadas contra as calúnias e eventuais irregularidades na divulgação dessas informações”, conclui a nota.
Leia a nota na íntegra
É estarrecedor que, a duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais, a revista VEJA estampe em sua capa acusações gravíssimas sem apresentar uma única prova. A reportagem é uma peça eleitoral irresponsável baseada em outra peça eleitoral: o suposto depoimento de Daniel Vorcaro, construído sobre acusações sem comprovação, com o evidente propósito de tumultuar o processo eleitoral e favorecer o adversário. Esse depoimento não existe, não há registro dele na Polícia Federal. Não há registro de delação com esse conteúdo que tenha sido aceita pelo Ministério Público e Polícia Federal. Portanto, uma farsa.
Foi durante o atual governo que as instituições de controle atuaram para investigar as irregularidades, liquidar o Banco Master e levar seu controlador à prisão. Agora, surgem acusações contra as autoridades que enfrentaram suas irregularidades. Trata-se de uma tentativa de vingança que levanta uma pergunta inevitável: que benefícios Vorcaro espera obter de uma eventual mudança de governo? Vários fatos comprovam que há uma grande armação em andamento contra os interesses do povo brasileiro.
A contradição do relato é gritante. Vorcaro procura apresentar os pagamentos associados ao bolsonarismo como “patrocínio normal”, enquanto atribui crimes ao PT e ao governo sem apresentar prova das suas acusações. A narrativa tenta proteger Flávio Bolsonaro, citado em investigações sobre ligações e pedidos milionários ao banqueiro. Uma farsa com objetivos eleitorais.
A própria VEJA reconhece que a Procuradoria-Geral da República não deu prosseguimento às acusações por falta de provas. Mesmo assim, transforma uma mentira em capa da revista.
Não aceitaremos que acusações sem provas e vazamentos seletivos sejam usados como arma eleitoral. As medidas judiciais cabíveis serão tomadas contra as calúnias e eventuais irregularidades na divulgação dessas informações.
Coordenação da coligação Brasil Pronto Para Mais
Com informações da Jovem Pan.