Carlos Viana aciona TSE contra “Exército do Lula” de Janones
Por Paula Soares
Senador questiona se Tribunal aplicará em 2026 a mesma “régua” usada contra o deputado nas eleições de 2022.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou, nesta quarta-feira, 7, ter acionado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG) no WhatsApp.
Segundo Viana, o canal já reúne 1,5 milhão de pessoas e estaria sendo utilizado para distribuir orientações aos integrantes por meio de áudios. O senador citou mensagens com convocações para compartilhamento de conteúdos e para que cada participante leve novos integrantes à rede.
“1,5 milhão de pessoas no WhatsApp recebendo ordens por áudio: ‘explodam’, ‘compartilhem no zap agora’, ‘obrigação de trazer três pessoas’”, escreveu Viana.
O senador também criticou declarações anteriores de Janones contra Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou que o deputado já foi alvo de decisões do TSE durante as eleições de 2022 por divulgação de conteúdo considerado falso.
Na ocasião, a Corte determinou a retirada de publicações de Janones que associavam o então presidente Jair Bolsonaro (PL) à suspensão do piso salarial da enfermagem. O TSE considerou a informação falsa e determinou a exclusão dos conteúdos.
Viana questionou se o mesmo entendimento deverá ser aplicado pela Justiça Eleitoral durante a atual campanha.
“Em 2022, o TSE mandou o mesmo Janones apagar mentiras sobre Bolsonaro, com multa de R$ 100 mil por dia. Pedi hoje a mesma régua! A RÉGUA DE 2022 VALE EM 2026?”, afirmou.
Em junho deste ano, Janones também foi alvo de decisão do ministro André Mendonça, do TSE, que determinou a retirada de uma publicação na qual o deputado fazia acusações contra Flávio Bolsonaro. Segundo a decisão, Janones apresentou acusações criminais sem provas que as sustentassem.
O canal “Exército do Lula” passou a ser ampliado por Janones após o primeiro turno das eleições. O deputado estabeleceu como meta reunir entre 2 milhões e 3 milhões de integrantes para organizar a atuação digital de apoiadores de Lula no segundo turno.