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Ex-aliado histórico do PSB, Eduardo de Matos reafirma apoio a Lula, Raquel Lyra, Miguel Coelho e Davi Muniz
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Política

Ex-aliado histórico do PSB, Eduardo de Matos reafirma apoio a Lula, Raquel Lyra, Miguel Coelho e Davi Muniz

Por Paula Soares

Com trajetória marcada pela militância política, pela atuação no Governo de Eduardo Campos e pela presença nos municípios pernambucanos, Eduardo destaca relações históricas, compromissos públicos e os nomes que integram sua posição eleitoral.

Para Matos, a política nunca se resumiu à disputa por mandatos. Ao longo de sua trajetória, ela representou uma forma de estar perto das pessoas, compreender suas dificuldades e buscar caminhos para transformar a realidade.

É com essa compreensão, construída ao longo de décadas de vida pública, que ele apresenta suas posições para as eleições de 2026.

Sua história política começou no movimento estudantil, na decada de 80. Eduardo passou pelo PCB, pelo PSB e pela Rede, participou de movimentos sociais, disputou eleições e exerceu funções públicas que lhe permitiram conhecer de perto a realidade do povo pernambucano.

Foi candidato a deputado estadual em 2010 a vereador do Recife, em 2012. Também presidiu o SINDIMUPE e a Ordem dos Músicos do Brasil em Pernambuco — experiências que fortaleceram sua compreensão sobre a importância da organização coletiva, da defesa dos trabalhadores e da valorização da cultura.

A experiência no Governo Eduardo Campos

Um dos períodos mais marcantes de sua trajetória foi a passagem pelo Governo de Pernambuco, durante a gestão do governador Eduardo Campos. Entre 2007 e 2014, Eduardo de Matos integrou a Secretaria de Recursos Hídricos e Infraestrutura.

Foi nesse período que colocou em prática uma convicção que orienta sua vida pública: governar exige ouvir, circular, dialogar e conhecer a realidade de cada município.

Na Secretaria, foi construída uma dinâmica de trabalho voltada a aproximar a gestão estadual das prefeituras, das lideranças políticas e das comunidades. Prefeitos, deputados, vereadores, representantes de movimentos sociais e lideranças de todas as regiões do estado encontravam ali um espaço de diálogo, articulação e encaminhamento de demandas.

A Secretaria tornou-se uma das estruturas mais procuradas daquela gestão, justamente por manter as portas abertas a quem buscava apresentar necessidades e encontrar respostas. Era uma política que não se limitava aos gabinetes: envolvia presença nos municípios, visitas, reuniões e contato direto com a população.

A experiência permitiu a Eduardo conhecer de perto os desafios do abastecimento de água, da convivência com a seca, da infraestrutura e das dificuldades enfrentadas pelas famílias pernambucanas. Também reforçou a percepção de que, por trás de cada demanda apresentada por um prefeito ou uma liderança comunitária, havia pessoas à espera de uma resposta do poder público.

Essa vivência marcou sua maneira de compreender a política. Por isso, ele defende uma atuação pública que valorize os municípios, respeite as lideranças locais e reconheça que Pernambuco vai muito além da Região Metropolitana do Recife.

Sua formação e experiência foram reconhecidas, em 2023, com o título de Doutor Honoris Causa em Desenvolvimento Regional. Para Eduardo, a distinção representa também um compromisso ainda maior com o desenvolvimento das comunidades.

Davi Muniz: 18 anos de amizade, confiança e caminhada

Entre as relações que ocupam lugar especial em sua trajetória política e pessoal está a amizade com Davi Muniz. Eduardo conhece Davi há 18 anos, desde antes de sua atuação como vereador do Recife. A relação foi construída em diferentes momentos da vida pública, em lutas compartilhadas, encontros, desafios e experiências que resistiram ao tempo.

Não se trata de uma aproximação circunstancial, surgida em função de uma campanha. É uma relação de amizade, respeito e confiança, construída ao longo de diferentes fases da política pernambucana.

Eduardo considera Davi uma pessoa muito querida e afirma que fala com a tranquilidade de quem conhece sua história e conviveu com ele durante tantos anos.

Na política, as pessoas podem mudar de função, de partido ou de posição. Para Eduardo, porém, as relações humanas construídas ao longo da vida não devem ser tratadas como descartáveis. Sua ligação com Davi faz parte de sua própria história e, por isso, ele faz questão de registrar publicamente a importância desse companheiro de caminhada.

A relação entre os dois, segundo Eduardo, não começou com a eleição nem se limita a ela. É uma história de quase duas décadas, marcada pela convivência, pela lealdade e pelo respeito — um exemplo de que, antes dos projetos eleitorais, existem pessoas; antes dos mandatos, existem histórias; e, antes de qualquer aliança, existe a confiança construída ao longo do tempo.

Raquel Lyra e a continuidade de um projeto para Pernambuco

Para o Governo de Pernambuco, Eduardo de Matos declara apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra. Em sua avaliação, a discussão sobre o futuro do estado precisa considerar a continuidade administrativa, a execução de políticas públicas e a capacidade de manter uma agenda de desenvolvimento que alcance todas as regiões.

A experiência no Governo Eduardo Campos ensinou a Eduardo que a administração pública exige tempo, planejamento, articulação e compromisso com resultados. Transformações estruturais, afirma, não acontecem de uma hora para outra nem devem depender exclusivamente dos calendários eleitorais.

Ele defende que Pernambuco avance na interiorização do desenvolvimento, na ampliação de oportunidades e no fortalecimento dos municípios. Também considera fundamental que o governo estadual mantenha o diálogo com prefeitos, parlamentares, movimentos sociais e sociedade civil, pois os desafios do estado exigem cooperação entre diferentes forças políticas.

É nesse contexto que Eduardo situa seu apoio à continuidade do trabalho de Raquel Lyra à frente do Governo de Pernambuco. Sua posição, afirma, está conectada aos desafios concretos do estado e às perspectivas de desenvolvimento para os próximos anos.

Lula e o compromisso com o Brasil

Para a Presidência da República, Eduardo declara apoio a Luiz Inácio Lula da Silva. Sua posição está relacionada à compreensão de que o Estado tem papel importante no enfrentamento das desigualdades sociais, na promoção do desenvolvimento regional e na ampliação de oportunidades para a população.

Eduardo defende um Brasil que valorize o trabalho, fortaleça as políticas sociais, invista em educação e infraestrutura e reconheça a necessidade de reduzir as desigualdades históricas entre as regiões.

Para Pernambuco e para o Nordeste, considera especialmente importante a relação com o Governo Federal. Obras estruturantes, investimentos, políticas de habitação, abastecimento de água e desenvolvimento regional dependem, em diferentes medidas, da articulação entre os governos.

Por isso, avalia ser fundamental que Pernambuco mantenha condições de diálogo institucional e cooperação com o Governo Federal, mesmo diante de eventuais diferenças políticas. Seu apoio a Lula representa, segundo ele, o compromisso com um projeto de país que tenha a inclusão social e o desenvolvimento entre suas prioridades.

A composição política de Eduardo de Matos para 2026

Com base em sua trajetória, nas experiências vividas e nas relações construídas ao longo dos anos, Eduardo de Matos apresenta os nomes que integram sua posição eleitoral para 2026:

Lula - presidente;

Raquel - governadora;

Humberto Costa — senador;

Eduardo da Fonte — senador;

Miguel Coelho — deputado federal;

Davi Muniz — deputado estadual.

Eduardo afirma que essas escolhas são apresentadas no contexto de sua trajetória e das relações políticas que construiu ao longo de muitos anos. Reconhece as diferenças, os desafios e a complexidade da política pernambucana, e ressalta que nenhuma composição eleitoral elimina divergências ou dispensa o debate.

Para ele, a política precisa ser conduzida com responsabilidade, coerência e respeito às pessoas. Aos que acompanham sua caminhada desde as primeiras experiências políticas — antigos eleitores, companheiros de militância, amigos e novas gerações —, Eduardo deixa o registro de sua posição e das razões que a fundamentam.

Sua história, afirma, não começou em 2026, e as relações construídas ao longo dela não podem ser explicadas apenas pelo calendário eleitoral. Eduardo segue defendendo uma política feita perto do povo, aberta ao diálogo com os municípios e sustentada pela força das relações humanas que resistem ao tempo.

É assim que compreende sua caminhada e apresenta suas posições para as eleições de 2026.