Sua Excelência, o voto: o poder de escolha está em nossas mãos
Por Vitória Virgínia
Por Fernando Dueire
Senador da República por PE
Nos últimos anos, tornou-se um hábito nacional reclamar da condução política do país, de estados, ou municípios. Queixamo-nos da saúde precária, da falta de segurança, da inflação e da ausência de infraestrutura econômica e social na ponta. As críticas ecoam nas redes sociais e nas conversas do dia a dia. No entanto, uma verdade inconveniente precisa ser dita: não adianta se queixar de seus governantes se não houver o devido cuidado em fazer uma boa escolha no certame das próximas eleições, que ocorrerão no final da próxima semana.
O voto não é apenas uma obrigação civil; ele é a autoridade máxima do cidadão na democracia. Trata-se do momento em que o cidadão comum se veste de soberania e dita os rumos da sociedade. Por isso, a alcunha de "Sua Excelência" cabe perfeitamente ao voto. Contudo, essa soberania exige uma responsabilidade ética inegociável. O eleitor precisa ter o máximo cuidado com promessas de vantagem pessoal, sejam elas ofertas de cargos na máquina pública, benefícios materiais ou favores pecuniários.
Trocar o destino coletivo por uma promessa de emprego ou por vantagens financeiras imediatas é uma armadilha perigosa. O candidato que compra o voto ou promete o loteamento de cargos públicos rasga a ética antes mesmo de assumir o mandato. Quem comercializa o apoio hoje, fatalmente governará para os próprios interesses amanhã, cobrando o preço do favorecimento individual por meio do sucateamento dos serviços que deveriam atender a toda a população.
Votar sem critério, levado pela indiferença ou pela ilusão de um ganho particular, é abdicar do direito de cobrar melhorias no dia seguinte. O mau governante ou o parlamentar omisso são o reflexo direto de uma escolha mal ponderada.
A poucos dias do pleito, o momento exige reflexão profunda. É hora de pesquisar o histórico dos candidatos, analisar a viabilidade de suas propostas e rejeitar veementemente qualquer tentativa de suborno do seu direito de escolha. Se desejamos um país mais justo, eficiente e honesto, a mudança começa pela recusa do fisiologismo e pela valorização da cidadania. No próximo final de semana, lembre-se de que o futuro da sua comunidade depende exclusivamente da dignidade do voto que você depositará na urna.