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VEREADORES FARÃO VISITA A CENTRAL DE COMERCIALIZAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE FRUTAS DO C-3
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VEREADORES FARÃO VISITA A CENTRAL DE COMERCIALIZAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE FRUTAS DO C-3


O presidente da câmara de vereadores de Petrolina, Aero Cruz usou a tribuna na última sessão para chamar a atenção dos vereadores, sobre a Central de Comercialização e Distribuição de Frutas do C-3, do Perímetro de Irrigação do Projeto Senador Nilo Coelho.


O presidente disse que recebeu muitas denúncias de produtores da área irrigada, de que a Central de Comercialização e Distribuição de Frutas está em estado de abandono, já que lá existe uma estrutura que vem há anos se arrastando, funcionando precariamente.


O vereador Aero Cruz pediu o apoio dos vereadores, das autoridades, dos órgãos competentes, como também dos políticos e do governo do Estado, para juntos encontrarem uma solução para estruturar e alavancar a comercialização de frutas.


Ele fez uma colocação, onde mostrou que na vizinha cidade de Juazeiro tem um CEASA, e que muitos agricultores de Petrolina saem para comercializar as frutas produzidas aqui nos projetos irrigados.


Aero Cruz disse que, não se pode conceber que no C-3 tenha uma estrutura já pronta para comercializar as frutas, mas que está funcionando precariamente, sem água, sem energia.


Ele disse que a visita que farão a Central de Distribuição de Frutas no C-3 , terá como objetivo solicitar ações imediatas para que a mesma venha a funcionar com uma nova estrutura e possa atender aos agricultores do município de Petrolina.


O presidente Aero Cruz convocou a Comissão de Obras, e os demais vereadores para que nessa semana possam fazer uma visita a Central de Comercialização e Distribuição de Frutas do C-3, no PSNC. Em um breve relato, vamos apresentar abaixo como foi a implantação da Central de Comercialização e Distribuição de Frutas do C-3.


A Central de Comercialização e Distribuição de Frutas do C-3 do Perímetro de Irrigação Senador Nilo Coelho, em Petrolina, foi implantado em 2009, e o projeto era para ser gerenciada de forma compartilhada, com um condomínio e de um conselho administrativo, formado por representantes da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), Sebrae, Secretaria de Agricultura da Prefeitura Municipal, Codevasf, Plantec (empresa de assistência técnica) e associações dos micro e pequenos empresários rurais de 12 núcleos dos perímetros irrigados do Vale do São Francisco. 


O projeto tinha como metas a eficácia e a auto-sustentabilidade, este grupo de trabalho iria se reunir para estabelecer, entre outros pontos, o regimento interno de participação e utilização da estrutura da central (com amparo jurídico), definição de fontes de receitas e destinações dos valores recolhidos. A determinação era de que a central se paguasse, cobrindo suas despesas de segurança e limpeza e conservação, água e energia elétrica, por exemplo. 


Então, basicamente o que precisaria era estudar fontes de entrada de recursos. E uma opção, poderia ser a cobrança de um pedágio mais barato para os caminhões que utilizassem a central.


A central do C-3 foi concluídas e o espaço ficou pronto no fim do ano de 2009, na administração do então prefeito Julio Lossio. O aporte no empreendimento - projetado era para beneficiar cerca de 500 produtores - de R$ 1,2 milhão, sendo R$ 600 mil da AD Diper e R$ 600 mil da Prefeitura Municipal de Petrolina. 


O projeto da central do C3 foi projetado para ocupar uma área total de 21.053 metros quadrados (2.700 metros de área construída e 3.230 metros de área coberta). Foram construídos 24 boxes, com 50 metros quadrados cada, e capacidade de armazenagem de 50 toneladas de frutas, cada.


Estimou-se na época, que com a construção concluída seria possível receber cerca de 500 caminhões por mês, um aumento de quase 70% em relação à capacidade atual. 


Na época em 2009, o previsto era de que cerca de 300 caminhões saíssem do C-3, em direção aos principais centros de comercialização do Brasil, como Recife, Fortaleza, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, transportando uma média de 5.700 toneladas de frutas como uva, manga, goiaba, acerola, pinha, atemóia, maracujá, mamão, melancia e melão.


Como podem observarem, todo esse empreendimento ficou só no papel, na época a prefeitura municipal de Petrolina não se entendeu com a Codevsaf, e o caso foi parar no Ministério Público.


Apesar da estrutura física construída, não se constituiu nenhuma administração, funcionou sempre na clandestinidade. A associação dos produtores do C-3, que tem como presidente Maria Rosângela Correia Lacerda (Rosa ), vem tentando puxar a responsabilidade para si, para que a associação possa administrar a central.


O prédio hoje pertence a Codevasf, e à associação por meio do seu advogado Dr. Braini Galvao de Freitas, preparou toda a documentação e deu entrada, solicitando a cedência da área da central, para que a associação possa administrar.


Conversei com ele, o mesmo disse que a documentação foi encaminhada para Brasília, e realmente eles precisam de toda ajuda, especialmente força política para liberar a documentação!