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Bolsonaro reage à vitória de Pacheco no Senado: “Venceu em cédula de papel”
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Bolsonaro reage à vitória de Pacheco no Senado: “Venceu em cédula de papel”

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Luiz Eduardo Ramos assistem à eleição para a presidência do Senado, no Palácio do PlanaltoRedes sociais/Luiz Eduardo Ramos


O presidente Jair Bolsonaro reagiu à vitória de Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente eleito do Senado Federal, nesta 2ª feira (1º.fev.2021) por meio de sua conta oficial nas redes sociais. Minutos depois de o resultado ser declarado no Plenário (51 para Rodrigo e 27 para Simone Tebet, do MDB), o chefe do Executivo escreveu um relato curto, frisando que o processo foi feito “em cédula de papel”.


“Em cédula de papel, o Senado Federal elegeu o Senador Rodrigo Pacheco (57 votos de 81 possíveis) para presidir a Casa no biênio 2021/22“, escreveu o chefe do Executivo.


Bolsonaro assistiu à votação dos senadores no Palácio do Planalto, ao lado do ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo). O chefe da pasta também escreveu em suas redes sociais sobre o resultado.


“Parabenizo a vitória do Presidente Rodrigo Pacheco no Senado Federal! Ao lado do Presidente Bolsonaro, acompanhei o desenrolar de um processo legítimo e democrático na tarde de hoje”, declarou. Completou dizendo: “É com base nesses princípios que seguiremos articulando em busca do desenvolvimento do nosso País!”


VITÓRIA DE PACHECO

O senador Rodrigo Pacheco, 44 anos, foi eleito presidente do Senado com 57 votos. Era preciso ao menos 41 para ser eleito. Simone Tebet (MDB-MS), 55 anos, recebeu 21 votos. O senador Chico Rodrigues está afastado desde que foi flagrado com dinheiro na cueca. E os senadores Jarbas Vasconcelos (MDB-PE) e Jaques Wagner (PT-BA) não compareceram por motivos médicos.


O senador é apoiado por seu antecessor Davi Alcolumbre (DEM-AP), que comandou sua campanha e articulou por sua vitória desde que teve a própria candidatura à reeleição barrada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Além do amapaense, Pacheco também tem a benção do Palácio do Planalto.


O presidente Jair Bolsonaro chegou a prometer a Alcolumbre uma vaga na Esplanada em 2021. O então presidente do Senado, que deixou o posto nesta 2ª feira (1º.fev), poderia escolher a pasta que desejar. Não houve, entretanto, anúncio oficial se o convite foi aceitou pelo senador.


Pacheco é formado em direito, está em seu 1º mandato no Senado. Antes, havia sido deputado federal. Com a campanha há mais tempo na rua, era o predileto entre os colegas para assumir a Casa Alta. Tinha apoio até do PT, principal partido de oposição do governo.


Conseguiu também apoio de grandes partidos como o PSD, com bancada de 11, e com o PP, com bancada de 7 senadores. O MDB, que é a maior bancada da Casa, demorou para definir seu apoio à Simone Tebet como candidata. Com menos tempo e a maioria dos senadores já comprometidos com seu concorrente, a sul-mato-grossense não conseguiu chegar no mesmo nível de apoios.


Neste cenário, o próprio MDB desembarcou da candidatura da senadora para negociar com Alcolumbre cargos na Mesa Diretora da Casa. Tebet lançou-se candidata independente fazendo duras críticas à interferência do Planalto na eleição. (Do Poder360)