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Audiência pública na Alepe debateu qualidade dos alimentos nas escolas públicas e transparência dos recursos do PNAE
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Educação

Audiência pública na Alepe debateu qualidade dos alimentos nas escolas públicas e transparência dos recursos do PNAE

Por Redação

Com o Auditório Sérgio Guerra lotado de professores, estudantes e trabalhadores em educação, uma audiência pública da Assembléia Legislativa de Pernambuco debateu o tema “De Olho na Merenda: Os desafios para a Garantia da Alimentação Escolar Saudável, Sustentável e de Qualidade em Pernambuco".

Uma iniciativa da Frente Parlamentar de Combate à Fome e à Insegurança Alimentar e Nutricional, presidida pela deputada Rosa Amorim, que solicitou a realização da audiência.

Para Rosa Amorim, a audiência é um espaço para ouvir quem está todo dia nas escolas. “Com a barriga vazia nenhum estudante consegue aprender e a gente veio aqui hoje pra  ouvir quem de fato está na ponta, vivenciando todos os desafios da alimentação escolar na Rede Estadual de Ensino”, destacou a parlamentar.

“A nossa frente parlamentar já recebeu mais de 200 denúncias sobre a alimentação escolar em todo o estado, através da plataforma De Olho Na Merenda, e queremos que o Governo de Pernambuco resolva o problema da alimentação escolar em Pernambuco”, concluiu.

A audiência também contou com a presença da deputada estadual Dani Portela (PSOL), da vereadora de Olinda Eugênia Lima (PT); bem como de representantes do Conselho Estadual de Alimentação Escolar (CAE), do Núcleo de Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequadas (DHANA) do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Pernambuco (CONSEA/PE).

Daniel de Paiva Dantas, o vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) denuncia a situação da alimentação escolar: “Nas escolas, a realidade que a gente encontra é de filtros sujos, falta de higiene, esgoto a céu aberto ao lado das salas de merenda.

46% das crianças e adolescentes enfrentam a insegurança alimentar no nosso estado. Então, não dá pro estudante chegar em sala de aula e ter que voltar para casa com fome, porque o estado não conseguiu garantir a dignidade do estudante, que é a merenda”, afirmou o estudante.

“Em 2023, teve mais de R$118 milhões de reais de recursos do PNAE para a alimentação escolar em Pernambuco, mas vocês sabiam que R$30 milhões desse valor destinado para a merenda não foi utilizado e voltou para a União? Isso é grave! Neste mesmo ano, a gente recebeu denúncias que só chegaram frutas e verduras nas escolas em novembro.

O governo estadual precisa se explicar”, denunciou Ivete Caetano, presidenta do SINTEPE, apresentou um relatório sobre a alimentação escolar em 17 escolas de Pernambuco, além de cobrar explicações sobre recursos do PNAE e a falta de frutas e verduras nas escolas.

Foi destacada a ausência do Secretário de Educação e Cultura do Estado de Pernambuco, Gilson José Monteiro Filho; que foi convidado, mas não compareceu. O Governo de Pernambuco foi representado por Paula Darling, que é nutricionista e Superintendente do Programa de Alimentação Escolar do Estado de Pernambuco, que falou sobre o percentual dos alimentos comprados pela agricultura familiar pelo PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), que é obrigatoriamente de 30%.

Entre os encaminhamentos, ficou acordado que o Governo de Pernambuco vai participar de uma reunião do Conselho de Alimentação Escolar; que irá prestar contas sobre a compra de 30% dos alimentos para o PNAE para a agricultura familiar em 2023 e 2024; disponibilizar o cronograma das licitações para acompanhamento da comunidade escolar; apresentar relatório sobre a qualidade da água nas escolas; reservar uma cadeira para a Educação do Campo na Comissão Estadual de Educação e na Comissão Estadual de Alimentação Escolar.