Gov
Sem manobra na composição do piso da enfermagem em Pernambuco
Gilmar Júnior

Sem manobra na composição do piso da enfermagem em Pernambuco

Projeto de lei do deputado Gilmar Júnior proíbe uso de gratificações e vantagens para compor o salário-base em Pernambuco


A longa espera está perto de acabar. Após o presidente Lula ter assinado o PLN (Projeto de Lei do Congresso Nacional) do piso da enfermagem ontem (18), autorizando o crédito de todos os recursos para que os valores sejam direcionados aos estados e municípios para o pagamento do piso, é preciso esperar a aprovação do documento pelo Congresso Nacional. Isso deve ocorrer dentro de alguns dias.


Enquanto isso, em Pernambuco, há a preocupação em relação à composição do piso da categoria. O deputado estadual Gilmar Júnior (PV), enfermeiro ativista na causa e presidente do Coren-PE (Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco), editou um projeto de lei para impedir manobras contábeis por parte do estado. O texto proíbe que a gestão estadual utilize abonos, quinquênios, decênios, gratificações, incorporações e vantagens de qualquer natureza para o cumprimento do pagamento do piso da categoria. Os valores, estabelecidos pela Lei Federal 14.434, de 4 de agosto de 2022, são: R$ 4.750,00 para enfermeiros; R$ 3.325,00 para técnicos de enfermagem; R$ 2.375,00 para auxiliares de enfermagem e parteiras.


“A determinação é válida para os profissionais estatutários ou celetistas em Pernambuco. Vale lembrar que os servidores da educação já sofreram com esse tipo de manobra: o salário-base deles foi implantado com a soma de todos os benefícios de carreira (incorporações e gratificações), prejudicando enormemente a categoria e, com mais crueldade, os professores aposentados. Esse projeto de lei é de urgente necessidade social”, justificou Gilmar Júnior.


“A Comisssão de Saúde da Alepe (Assembleia Legislativa de Pernambuco), da qual faço parte, vai fiscalizar o cumprimento dessa lei. Em caso de descumprimento, informaremos ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ao Ministério Público do Estado (MPPE) para a tomada das devidas providências”, concluiu Gilmar Júnior.