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Retomada de bares e proibição para Educação Física gera polêmica
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Retomada de bares e proibição para Educação Física gera polêmica

Profissionais de Educação Física, empresários e até mesmo funcionários de estabelecimentos que prestam serviços nas áreas de atividades físicas, desportivas e similares têm feito barulho nas redes sociais por conta da retomada da construção civil, bares, restaurantes, comércio, shopping e os espaços que promovem saúde ainda estarem fechados.


Em vídeo publicado nas redes sociais, no início do mês, o Deputado Federal Felipe Carreras (PSB/PE), aliado do governador, já havia externado “A volta das academias, a volta das atividades físicas, tem que ser a primeira da fila na reabertura. Afinal de contas, não é só atividade econômica, é saúde, é qualidade de vida. Atividade física combate a depressão, obesidade, pressão alta, ou seja, ajuda a imunidade. A reunião foi produtiva e vamos ter outro encontro na próxima semana e se Deus quiser anunciando um cronograma e o setor como um dos primeiros a voltar na produção de saúde, qualidade de vida, e que os profissionais de educação física também possam retornar as suas atividades".


Em Nota publicada neste sábado (20) o Conselho Regional de Educação Física da 12ª Região/Pernambuco (CREF12/PE) sai em defesa do setor deixando claro que que o Exercício Físico orientado (por Profissional de Educação Física) é essencial à vida e à saúde física e mental. Informa ainda que o CREF12/PE e a Associação Brasileira de Academias (ACAD) já disponibilizaram manual bem rígido com procedimentos de reabertura de academias construído seguindo as orientações e as informações dos órgãos públicos, tais como Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde. Também foi tomado como base o histórico de regiões onde o pico da pandemia já passou e o processo de reabertura das academias já está sendo realizado, como Ásia e Europa. O documento da ACAD, inclusive, foi utilizado por outros setores a exemplo dos Shopping.


A revolta da categoria é grande. Dizem que não faz sentido e também não há argumentos científicos ou técnicos para retomar construção civil, bares, restaurantes, comércio, shopping, entre outros e deixar espaços que promovem saúde para depois.


No Cabo de Santo Agostinho as academias reabririam no dia 15/06, mas por recomendação do MPPE a prefeitura teve que suspender todo o plano de reabertura. O Procurador-geral de Justiça apontou que municípios devem seguir decreto estadual. Em Petrolina, as academias e similares voltariam dia 1º de julho, mas o Tribunal de Justiça de Pernambuco determinou a suspensão do Plano de Retomada das Atividades Econômicas da cidade, no Sertão pernambucano. O plano de reabertura do comércio apresentado pela prefeitura está suspenso e, a partir de agora, está valendo as etapas de flexibilização do governo de Pernambuco.