A Vereadora Célia Galindo e o fantasma da Prefeitura Antiga
Em recente entrevista concedida ao jornalista Magno Martins, o Prefeito de Arcoverde, Wellington Maciel (MDB), questionou a Vereadora Célia Galindo (sem partido), que lidera a bancada de oposição na Câmara de Arcoverde, sobre a polêmica reforma da antiga sede da Prefeitura de Arcoverde, na Av. Antônio Japiassu, onde passaria a funcionar a sede do Legislativo Municipal, e que nunca saiu do papel.
Após a entrevista, a parlamentar enviou uma nota aos blogs, justificando-se sobre o tema abordado, e alegando ser vítima de um ataque infundado por parte do Prefeito. No entanto, vinheram à tona fatos importantes sobre o caso, e que fortalecem o questionamento feito por Wellington, durante a entrevista.
A posse do prédio e a sua reforma, ocorreram durante o período em que Célia presidiu a Câmara de Vereadores, na última legislatura, entre 2017 e 2020. Na época, a justificativa para a mudança, era de que a sede da Câmara não comportaria mais as atividades do Legislativo, sendo necessária a transferência para um ambiente mais amplo, capaz de abrigar o plenário, gabinetes e outras instalações.
A então Prefeita Madalena Britto (PSB) cedeu o prédio, que era de propriedade da Prefeitura, e que a partir daí, passou a ser responsabilidade da Câmara. Nisso, a então Presidente da Câmara, Célia Galindo, iniciou os trâmites para uma ampla reforma no espaço, que teve como pontapé, a elaboração do projeto arquitetônico. Foi pago, na época, um valor de aproximadamente R$ 150.000,00 para que o projeto fosse feito, uma soma alta para um serviço simples, e desde então, o projeto foi entregue, mas jamais foi efetivado. Restou aos cofres da Câmara, o prejuízo.
Em 2021, o Ministério Público de Pernambuco, através do Dr. Bruno Miquelão Gottardi, Promotor de Justiça, instaurou o inquérito civil nº 02291.000.092/2020, para fiscalizar a aplicação de valores destinados à reforma. Na sua determinação, o Promotor solicitou, entre outras providências, a realização de uma consultoria técnica para apurar possíveis superfaturamentos em contratações realizadas na obra, o que reforça a suspeita de irregularidades envolvendo a gestão da Vereadora Célia como chefe do legislativo municipal.
A portaria de instauração do inquérito, que está disponível ao público, mostra claramente a veracidade das informações. Isso coloca novamente Célia na posição de explicar-se sobre a aplicação dos recursos públicos, que estiveram sob sua gestão, na legislatura passada. São indícios graves e que precisam ser apurados, em respeito à sociedade arcoverdense.