VEREADOR DO PAULISTA, ITAMAR DAS MONTANHAS, EM PARCERIA COM ASSOCIAÇÃO DE TURISMO MARIA FARINHA, REALIZA AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE ENGORDA DA PRAIA
O município do Paulista sofre ao longo dos últimos trinta anos, os efeitos da erosão costeira/marinha, e que afetam diretamente a população, a economia e o turismo da nossa cidade. Ao longo desses anos várias técnicas de contenção (enrocamentos, diques e bagwaal) foram utilizadas como alternativa ao avanço do mar. Mas, de fato, nenhuma atendeu às expectativas da sociedade.
O município do Paulista possui 14 quilometros de litoral, entre praias, mangues e maceiós. Mas, mais da metade disso, no entanto, está sendo progressivamente destruída pelo avanço do mar. O efeito dessa erosão marítima é dramático, pois gera danos econômicos e sociais. O impacto do avanço do mar afetou diretamente a economia do município, mais especificamente quatro segmentos e, por consequência toda uma cadeia produtiva, são eles:
• COMERCIANTES DA ORLA – nos catorze quilômetros de orla, temos 90 empreendedores, ou seja, donos de bares que tiram seu sustento essencialmente dessa atividade. Abrangendo ainda garçons e cozinheiras, ou seja, o público estimado de 800 famílias que trabalham no segmento;
• PESCADORES – a erosão costeira, por conta da presença de “lama” em detrimento de areia,
causou o desaparecimento de várias espécies de peixes na área
litorânea do Paulista. Além dessas espécies de peixes, que compõem a pesca artesanal no município, os mariscos também estão desaparecendo da área litorânea da praia do Janga até Maria Farinha. O universo atingido são cerca de 500 pessoas, entre pescadores
e marisqueiras, segundo a Colônia de Pescadores Z-2.
• MORADORES – o mar tem avançado aceleradamente sobre edificações,
particulares, ruas e avenidas, mais especificamente em parte do bairro do Janga e dos bairros de Pau Amarelo, Conceição, N. Sra. Do Ó e parte de Maria Farinha. Acarretando
efeito imediato na desvalorização de imóveis residenciais e comerciais.
Os danos contabilizados não são apenas financeiros, tem rebatimento na moradia das pessoas. Alguns imóveis precisam ser interditados e famílias removidas de suas casas.
Ficando, portanto, sem o seu bem pra morar ou pra vender.
• TURISMO - A erosão costeira tem acarretado mudanças na paisagem de
diversas praias do nosso município, trazendo dificuldades para o desenvolvimento das atividades produtivas locais. O turismo é um setores mais impactados, pois tanto a forma de utilização das praias e mesmo a percepção da beleza da paisagem, afastam os
turistas e, até mesmo, os moradores e afetam diretamente a recreação e o comércio.
Paulista possui um considerável acervo histórico em arquitetura civil, que remonta ao período colonial e um requisitado conjunto com 14 quilometros de praias. Dentre elas, destacam-se Janga, Pau Amarelo e Maria Farinha. Dispomos de uma
razoável infraestrutura turística receptiva, contando com áreas de lazer, ampla oferta de equipamentos náuticos, bares, restaurantes, hotéis e diversas marinas. Mas todos sentem os resultados negativos que a erosão costeira causa. Os efeitos, na economia do município são violentos, pois alguns empreendimentos deixaram de se instalar, enquanto outros fecham as portas.
Ante o exposto, após auscultar apelos da população e referendada, também, pelo trabalho da Associação de Turismo Maria Farinha, nosso mandato decidiu apresentar Emenda Impositiva ao orçamento municipal, para elaboração de projeto executivo de engorda da praia. E, ainda, propor Audiência Pública com objetivo de estimular o debate sobre o tema e incentivar a sociedade civil a exigir que a engorda da praia, com as devidas licenças aprovadas pelos órgãos competentes saia do papel.