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Após longo silêncio Pastor Eurico desabafa sobre porque não participou da votação da intervenção federal após o 8 de janeiro
Pastor Eurico

Após longo silêncio Pastor Eurico desabafa sobre porque não participou da votação da intervenção federal após o 8 de janeiro

Foto: divulgação 


Muito se falou sobre quem votou a favor, quem votou contra e quem não votou na polêmica votação do Projeto de Decreto Legislativo do Poder Executivo assinado pelo Presidente Lula decretando intervenção federal na segurança em Brasília. Pastor Eurico não participou dessa votação, e nem mesmo registrou presença na sessão em que ocorreu a votação. Sendo um Bolsonarista das primeiras fileiras sua ausência causou surpresa e dúvida sobre sua posição com relação as manifestações e também sobre as invasões as sedes dos três poderes ocorridas no 8 de janeiro.


Em resposta a esse Blog do Alberes Xavier o Deputado Federal Pastor Eurico fez um desabafo sobre todo o ocorrido. 


Disse que sempre apoiou às manifestações por serem pacíficas, democráticas, em cujos participantes eram famílias inteiras de patriotas. Disse ainda que o vandalismo não partiu das famílias patriotas e pacíficas que estavam defronte aos quartéis de todo o Brasil. E que repudia o vandalismo ocorrido. Sobre a votação do Decreto de intervenção, Pastor Eurico, em tom áspero, respondeu a esse blog que decidiu não participar daquele teatro armado porque não queria por sua digital em mais essa ferida à democracia brasileira. Para ele, participar da votação do decreto de intervenção era, mesmo votando contra, compactuar com a legitimidade da apresentação de tal medida ao parlamento. Algo que ele considere inaceitável. Intervenção federal é medida de exceção quando a causa do problema continua ao longo do tempo, algo que não ocorreu no 8 de janeiro, por ter sido ato isolado. Para ele a intervenção foi a implantação do terror, da barbárie estatal, a imposição do império do medo através de medida arbitrária, antidemocrática. Pastor Eurico afirmou repetidamente que não participou da votação em protesto (obstrução ), que é radicalmente contra a intervenção federal em Brasília. E que tal medida gerou verdadeiro campo de concentração em Brasília com mais de mil brasileiros, dentre os quais idosos e crianças, presos sem nada terem feito, sem direitos básicos como o direito de visita de um advogado. Todos amontoados, sem higiene, nem alimentação mínima. Após vários clamores começaram a perceber o absurdo que cometeram e então começaram a soltar idosos e crianças. Essa ferida, marca do início do governo Lula, ficará para os livros de história.