Data Trends
Coluna do sábado: João Campos terá missão de liderar o PSB e manter o partido unido no estado
João Campos

Coluna do sábado: João Campos terá missão de liderar o PSB e manter o partido unido no estado

Foto: Divulgação 


Com a saída do ex-governador Paulo Câmara (PSB) do comando do Governo de Pernambuco, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), se tornou o principal nome da sigla no estado a ocupar um cargo no Executivo. Filho de Eduardo Campos e bisneto de Miguel Arraes, o gestor recifense terá o desafio de ser a figura de liderança do PSB neste novo momento, mantendo a sigla unida e coesa.


A primeira missão desse novo ciclo será a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa (Alepe), que acontecerá no próximo dia 1º de fevereiro. Com os candidatos ainda indefinidos, ficará nas mãos da bancada socialista o poder de mostrar o peso que tem na Casa. Porém, ainda é uma incógnita como a maior bancada se comportará neste pleito.


Atualmente o PSB conta com 13 dos 49 parlamentares da Alepe. Caso se mantenham unidos e consigam alinhamento com alguma chapa competitiva, a sigla tem tudo para manter seu protagonismo. Caso a bancada se divida na hora da votação, perderá o peso e escancarará uma fragmentação.


Agora será o momento de João Campos mostrar o seu poder de articulação. O principal desafio do socialista será administrar as movimentações para a votação dos cargos para a Mesa sem dividir o grupo.


Curtinhas


Vago: Centro das discussões sobre a segurança nacional nas últimas semanas, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tem mais da metade do quadro de servidores desocupado. De acordo com dados do governo federal, 76,2% das vagas na autarquia não estão preenchidas.


Ofensiva: Durante os atos antidemocráticos realizados no último dia 8 de janeiro, em Brasília, parlamentares eleitos de forma democrática utilizaram as redes sociais para incitar e exaltar a ação de terroristas que depredaram as sedes dos Três Poderes na capital federal. A tendência é que eles não tenham refresco a partir de agora. Senadores e deputados que foram coniventes com os atos devem responder tanto internamente, nos conselhos de ética das Casas Legislativas, quanto externamente, isto é, judicialmente.


Economia: A proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5.000 mensais pode causar um rombo de até R$ 173 bilhões por ano aos cofres públicos. A análise é do economista-chefe da Ryo Asset, Gabriel Leal de Barros, que também afirmou ser possível reduzir a perda para R$ 16 bilhões anuais, em caso de uma alteração gradual.