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Opinião: Agrestina - RETRATO DO BRASIL
Agrestina

Opinião: Agrestina - RETRATO DO BRASIL


O município de Agrestina é um retrato da política nefasta que assola o país há décadas e décadas. Recentemente, o Chefe do Executivo, Josué Mendes, encaminhou projeto de lei que reestrutura a estrutura da Administração Pública local.


O projeto encaminhado contempla, na prática, a criação de 18 secretarias, estrutura superior a de municípios do porte de Caruaru. Serão, se aprovado pela câmara, 364 cargos comissionados, com salários de 8 mil a um salário mínimo. A maioria dos cargos não guarda nenhuma relação com as atribuições de cargos de assessoramento e chefia, como foi decidido pelo STF (RE 1.041.210), tampouco proporção com a quantidades de cargos efetivos providos.


A justificava apresentada pelo mandatário é um “tapa na cara da população”, pois tenta induzir à população e os vereadores a erro, uma vez que a afirmação de redução dos cargos não passa de uma enganação, típica de políticos populistas e praticantes do fisiologismo, já que Agrestina não tem atualmente 457 cargos comissionados provindos.


Na verdade, o atual mandatário, Josué Mendes, estrutura, por meio de lei, uma estrutura que vai beneficiar seus cabos eleitorais e apadrinhados políticos, com grandes salários, que serão pagos com os impostos pagos pela população.


Só a título de exemplo, Agrestina terá um secretária de obras e um secretário especial de serviços públicos, ambos vão custar mais de 13 mil reais para o município. Mas qual é diferença da atribuição dos cargos?


Além disso, o projeto de lei prevê que estes cargos serão providos por apenas 5% dos funcionários efetivos. Um desrespeito com o funcionário efetivo, que é quem, na verdade, dá o sangue pela máquina pública e pelo serviço público de excelência.


Por outro lado, as estradas vicinais do município estão todas abandonadas, em detrimento dessas práticas nefastas. Há locais, como Sapucaia, que a população precisou fazer “cotinha” para alugar máquinas para realizar os serviços que são de obrigação do município.


Poderia citar inúmeros fatos, mas para não ser cansativo, vou citar mais um que solta os olhos, nesta gestão, houve a doação do terreno do antigo PETI. O terreno foi doado à associação que é ligada, umbilicalmente, aos parentes e apadrinhados do atual Prefeito. Quanto a este item, deixo para a população (oposição e situação) fazer suas conclusões, porém como uma reflexão: se o grupo da oposição fizesse uma doação de um terreno do Município para uma associação ligado a eles, qual seria sua reação?



Mas tudo isso, é fomentado por Agentes Públicos que ao invés de fiscalizar estes absurdos, utilizam do cargo para empregar parentes de pessoas envolvidas nestas ilegalidades, inclusive se utilizam das prerrogativas desses cargos para coagir quem de fato fiscaliza.


Nada mais que absurdo!


Moreno Azevedo 

Advogado e Líder Político