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Justiça Eleitoral revoga liminar que autorizava candidatura de Lula Cabral
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Justiça Eleitoral revoga liminar que autorizava candidatura de Lula Cabral

Foto: Divulgação 


A Justiça Eleitoral revogou a liminar que dava ao ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, Lula Cabral (SD), o direito de ter sua candidatura registrada e os seus votos para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) validados pelo TSE. Com isso, o ex-gestor não assumirá uma cadeira na Casa de Joaquim Nabuco.

 

“Ante o exposto, acolho o pedido de reconsideração formulado pela Câmara Municipal do Cabo de Santo Agostinho, para exercer o juízo de retratação e revogar a liminar requerida por Luiz Cabral de Oliveira Filho, tornando sem efeito a decisão sob o ID 23502616”, diz o texto da decisão judicial publicada nessa quinta-feira (13). Ainda cabe recurso da defesa.


No último dia 7 de outubro, cinco dias após as eleições, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em Pernambuco havia decidido acolher o recurso e autorizar a candidatura a deputado estadual de Lula Cabral. Em 2019, ele passou quase três meses preso por suspeita de participação no desvio de R$ 92,5 milhões do fundo previdenciário do município.


Lula Cabral, apesar de ter tido o pedido de candidatura indeferido em setembro, apareceu nas urnas, no domingo (2 de outubro), e obteve 34.798 votos, porque o caso estava sob avaliação da Justiça Eleitoral. O partido obteve 348.740 votos nas eleições.


Com a validação dos votos de Lula Cabral, no dia 7, o Solidariedade poderia eleger quatro deputados, sendo o ex-prefeito do Cabo o quarto mais bem votado da legenda. Ele ficou atrás de Gustavo Gouveia, Luciano Duque e Fabrizio Ferraz, eleitos pelo partido. Com isso, aconteceria uma nova totalização dos votos para deputado estadual em Pernambuco, o que pode mudar a configuração da Alepe. O PSB, que elegeu 14 parlamentares, perderia uma cadeira, a de Diogo Moraes.