Gilson Machado afirma que Paulo Câmara fez “o pior governo para a segurança pública da história de Pernambuco” e propõe aposta com Teresa Leitão
O ex-ministro do Turismo, Gilson Machado Neto (PL), afirmou que o governador Paulo Câmara (PSB) fez “o pior governo para a segurança pública da história de Pernambuco”. Ele participa do debate entre os candidatos ao Senado Federal por Pernambuco, promovido pela Rádio Maranata (103,9 FM), maior emissora do segmento evangélico no Grande Recife, nesta terça-feira (6).
Gilson foi sorteado para perguntar sobre o tema segurança pública. Ele escolheu a candidata da Frente Popular, Teresa Leitão (PT) para responder. O embate entre os dois reforça ainda mais a polarização nacional no embate estadual.
“Teresa, você passou 8 anos na Alepe defendendo o governo Paulo Câmara. Você é candidata ao senado de Paulo e defende o pior governo para a segurança pública da história de Pernambuco”, argumentou.
Teresa respondeu: “Eu sou candidata da Frente Popular de Pernambuco, uma frente com nove partidos, inclusive o meu, o PT. Sou candidata de uma aliança política que elegerá Lula presidente, combaterá a fome, a miséria e tirará o Brasil do mapa da fome, que o governo Bolsonaro colocou”, disse.
Na réplica, Gilson lembrou a operação da PF no Palácio do Campo das Princesas e fez diversas indagações. “O governo do PSB, que você está aliada, dizia que se contava nos dedos os petistas que ainda não tinham sido presos. Teresa, política pode tudo? Tudo em nome do quê? Do poder? Cadê a coerência?”, questionou.
Em resposta, Teresa falou: “Eu que lhe pergunto: política pode tudo? Pode a Polícia Federal não investigar os filhos do presidente? Na política pode o presidente da República afrontar os poderes constituídos? Não!”, contra-atacou a candidata.
Ao ser sorteada para falar sobre emprego, Teresa escolheu Gílson para responder e questionou o que ele fará, como senador, para ajudar o Brasil a recuperar o “pleno emprego”, ou seja, com taxa de desocupados inferiores a 5%. Gilson respondeu que “é desonestidade afirmar que o PT de Dilma deixou o Brasil com 5% de desemprego. Para bravateiro eu só vou na aposta. Se por acaso Dilma deixou o país com 5% eu renuncio a minha candidatura ao senado agora, se não, a senhora renuncia a sua”.
“Felizmente o senhor não é candidato a ministro e como senador pelo visto não vai fazer nada porque não respondeu nenhuma pergunta. Só fez bravata”, rebateu a candidata do PT.