Apuração aponta que Instituto Opus, responsável por pesquisas eleitorais, funcionava como empresa de produção de softwares
Alvo de questionamentos na Justiça Eleitoral nos estados de Pernambuco e da Paraíba, a Opus Consultoria e Pesquisa Ltda., mais conhecida como Instituto Opus, empresa mineira responsável por apenas duas pesquisas de intenção de voto e capital social declarado inferior a cinco mil reais, entrou de vez nos holofotes devido às suspeitas de ter produzido levantamentos com informações inverídicas. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Pernambuco, em despacho assinado pela desembargadora auxiliar especial Virgínia Gondim Dantas, na última terça-feira (16), determinou nova intimação para que a empresa conceda acesso ao sistema interno de controle e dados de pesquisas eleitorais.
A novela ganhou novos ares após uma consulta feita aos órgãos responsáveis e que apontou que o instituto de pesquisa era, na verdade, até pouco tempo atrás, uma empresa que atuava na área de produção de softwares.
Em um comunicado à imprensa, emitido na última quarta-feira (17), o Partido Liberal reforçou que, assim como é necessária urgência no combate às notícias falsas (fake news), há pesquisas que precisam ser melhor avaliadas pelos órgãos de imprensa que as divulgam, tendo em vista que, a partir do momento em que os institutos deixam de atender a normas e determinações da Justiça Eleitoral, os dados passam a em nada contribuir para o debate e a isonomia das eleições.
PARAÍBA - O pedido de acesso protocolado pelo Partido Liberal junto à Justiça Eleitoral para ter acesso aos dados da pesquisa realizada pelo Instituto Opus repercutiram no ambiente político do estado vizinho da Paraíba. O sinal de alerta foi acionado entre as campanhas ao Palácio da Redenção tendo em vista que a pesquisa produzida pela Opus no estado foi a única a dar o índice de 18% de intenção de votos ao candidato Pedro Cunha Lima (PSDB).