Terceira via se consolida na política do Cedro
Dividida em diversos grupos, a política de Cedro, no Sertão Central, vive um eterno clima de eleição. De um lado, o time da prefeita Marly Quental (MDB) que não conseguiu deixar a sua marca de trabalho, já que os rumos da prefeitura ainda são trilhados pelo seu marido e ex-prefeito Neguinho de Zé Arlindo. Sem conseguir cumprir as promessas de campanha, a “dona da caneta” já não conta com o mesmo prestígio junto ao eleitorado. A alta rejeição se deve muito ao alinhamento com o grupo do também ex-prefeito Antônio Leite (Republicanos). A escolha foi infeliz, tendo em vista que os “Leites” carregam a maior desaprovação dos últimos tempos da política local.
Do lado adversário, aparece Riva Bezerra, que se apresenta como líder do grupo oposicionista. A ela, os cedrenses atribuem a derrota nas últimas eleições. Conhecida pelo autoritarismo e falta de diálogo, a empresária, cujo lema é “Renovação a qualquer custo”, excluiu do seu projeto, lideranças, vereadores, ex-prefeitos e todos que discordam do seu modo de fazer política. Presidente do PSB local, Riva já é apontada como a segunda opção da oposição.
Correndo por fora está o grupo Inocêncio, encabeçado por Antônio Leite que, desde que assumiu a Presidência da Câmara Municipal, com o apoio do grupo de Neguinho de Zé Arlindo, caiu na descrença do povo. O eleitorado ligado a Neguinho não simpatiza com a chegada dos Leites à gestão. Os 3 mil votos ligados à oposição não perdoam Antônio, a quem chamam de traidor. Além disso, ele, que preside o Republicanos municipal, tenta esconder em vão a aliança com Marly Quental.
Por fim, o vereador e ex-presidente da Câmara de Vereadores, Zé de Benga (Avante), que é o atual vice-presidente da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP), destaca-se pela competência e carisma. Sempre disposto a ouvir e ajudar a população, ele tem cravado dia a dia a sua posição de líder da terceira via cedrense, opção que tem conquistado cada vez mais a simpatia dos descontentes com a situação e oposição.
As cartas estão na mesa. As eleições de outubro darão sinais claros sobre o futuro político da Capital do Milho, cujo cenário de hoje favorece Zé de Benga, que vem caindo na graça dos eleitores.