Guerra vive “apagão de dados” após aumento dos bombardeios na Ucrânia
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Mortos, feridos, quantidade de cidades atingidas, baixas militares, mísseis disparados. Informações como essas são essenciais para contabilizar o drama humano e saber a proporção que o conflito tem.
O recrudescimento dos bombardeios, contudo, impede que a mensuração seja feita. Na prática, ocorre um “apagão de dados”. Com isso, o mundo tenta frear a investida militar russa sem conhecer seu real tamanho.
Quantas pessoas morreram na guerra? Qual lado está vencendo? Com segurança, ninguém sabe dizer. Além do embate militar, Moscou e Kiev protagonizam uma guerra de informações, narrativas e versões.
O problema é ampliado com números antagônicos apresentados pelos governos da Rússia e da Ucrânia. Aliado a isso, os poucos dados divulgados não têm sido verificados de forma independente.
Normalmente, agências humanitárias, organizações internacionais e veículos de comunicação fazem esse trabalho. Com o aumento da violência, a maior parte desses atores deixou o país.
A guerra, iniciada em 24 de fevereiro com a invasão russa, está prestes a completar um mês. Serviços de inteligência das superpotências mundiais monitoram os desdobramentos do conflito no Leste Europeu. Até mesmo dados de aliados, entretanto, conflitam. (Do Metrópoles)