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Coluna desta terça-feira

PASSAGEM DE BOLSONARO PELO G20 É MARCADA POR ISOLAMENTO


O presidente, Jair Bolsonaro (Sem Partido) esteve isolado e fora das rodas de diálogo, desde a sua chegada na antessala da reunião do G20, um local reservado e de altíssima segurança. É possível ver em vídeos, que o presidente fica deslocado e distante dos principais líderes do G20, grupo que reúne as principais economias do mundo e discute o futuro do planeta. Esse era o presidente, Bolsonaro, um homem sem interlocutores para debater política.


Sem saída, Bolsonaro envergonha o Brasil mais uma vez, onde não foi cumprimentado por ninguém e nem parou para apertos de mãos. Apenas conversou rapidamente com o presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, onde mentiu sobre economia e popularidade, afirmando que a economia está indo muito bem e que sua popularidade está em alta.


Naquele instante, era nítido ver que não era um homem que estava isolado e sim um País que tinha perdido seu lugar no mundo. O presidente era o retrato de um líder que, depois de quase três anos no poder, não consegue construir uma inserção positiva para o país no mundo.


VAIAS E GRITOS DE “ASSASSINO” E “GENOCIDA” PARA BOLSONARO


O presidente, Bolsonaro, é vaiado em Roma, chamado de Genocida nas ruas e vê Vaticano só de fora. Diante dos constrangimentos e sem interação com os líderes mundiais, Bolsonaro, opta por sair pelas portas dos fundos da embaixada brasileira e caminhar pelas ruas seguindo apoiadores.


ISOLAMENTO, VEXAME E VIOLÊNCIA


A primeira-dama brasileira, Michele Bolsonaro, não estava presente. Bolsonaro veio a Roma com seu filho Carlos, com quem dividiu os sanduíches servidos na loja de embutidos em que entrou na sexta. No local, aliás, o fato de o presidente ter recusado um café e preferido uma Coca-Cola provocou comentários irônicos.


Além de ficar solitário, Bolsonaro, foi motivo de chacota e alguns comentários circulavam que ele vai "entrar para a história como o único presidente brasileiro que veio a Roma e recusou um café, produto que representa um elo entre os países".


Enquanto outros governantes davam entrevistas coletivas, o presidente, Jair Bolsonaro, saiu para encontrar apoiadores brasileiros que estavam à sua espera, perto da Embaixada Brasileira, no Centro de Roma. Além de tratar de forma hostil os jornalistas, os seguranças do presidente usaram da violência, como empurrões e até chegaram a jogar celulares no chão, para quem ousasse filmar ou fazer perguntas.


CÚPULA DO CLIMA


O presidente Jair Bolsonaro ficou de fora da lista de 117 autoridades e chefes de Estado e governo que participam nesta segunda-feira, 1º, e terça, 2, da primeira parte do segmento de alto nível da Cúpula do Clima (COP-26), que ocorre em Glasgow, na Escócia.


Até quando o Brasil será visto como um País sem credibilidade por conta de um presidente irresponsável e sem liderança política?